A tendência
atual é considerar saúde numa perspectiva holística,
como uma condição humana com dimensões física,
social e psicológica, caracterizada num contínuo com
pólos negativos e positivos. A saúde positiva seria
caracterizada como a capacidade de ter uma vida dinâmica e
produtiva, confirmada geralmente pela percepção de
bem estar geral, enquanto saúde negativa estaria associada
com riscos de doenças, morbidade e, no extremo, com a mortalidade.
(BOUCHARD et al, 1994).
Na verdade, o bem estar não depende de um só fator,
mas de uma série de condições, como, a predisposição
genética, o ambiente em que vivemos, os cuidados que temos
com a saúde, o modo como encaramos as dificuldades diárias
e muitos outros. “Por bem estar entende-se a integração
harmoniosa entre os componentes mentais, físicos, espirituais
e emocionais (...). O bem estar é, sempre uma percepção,
portanto fruto de uma avaliação subjetiva individual”.(NAHAS
et al., 2000, p.50).
Dentre esses fatores, existem alguns que não podemos mudar.
Não é possível, por exemplo, trocar de pais
ou avós. Os genes levam traços hereditários
que determinam as possibilidades de uma vida longa, de contrair
doenças, como o diabetes, e de sofrer acidentes vasculares,
como o infarto do miocárdio. Há fatores sobre os quais
pode-se influir parcialmente, como por exemplo, a escolha do tratamento
junto ao médico, o ambiente em que se vive, dentre outros.
Finalmente, há fatores que temos condições
ilimitadas de alterar. O principal deles é o modo como vivemos.
Para melhorar a qualidade de vida, podemos mudar pequenos hábitos
diários que afetam a saúde, a aparência e a
longevidade.
Pelos padrões atuais, uma pessoa não é considerada
realmente saudável a menos que tenha um estilo de vida que
reduza os riscos das principais doenças crônicas. Assim,
a conquista do bem estar e da qualidade de vida começa pelo
auto-conhecimento. O primeiro passo consiste em tomar consciência
de nosso estado de saúde física e psíquica,
além dos bons ou maus hábitos que adquirimos ao longo
dos anos. Para isso, convém realizar uma avaliação
sobre os atuais hábitos de vida, no intuito de verificar
se tais atitudes são prejudiciais ou benéficas à
saúde. De posse do resultado da avaliação pode-se
então buscar alternativas para a aquisição
de um comportamento mais saudável.
Em anexo segue questionário sobre o perfil do estilo de vida
individual (NAHAS et al., 2000), que inclui cinco aspectos fundamentais
do estilo de vida das pessoas - características nutricionais,
controle do stress, níveis de atividade física habitual,
comportamento preventivo e qualidade dos relacionamentos.
São 15 ítens auto-avaliados, numa escala que vai de
zero (ausência total de tal característica no estilo
de vida) até três pontos (completa realização
do comportamento considerado). Quanto mais próximo da pontuação
máxima (45), mais adequado está o estilo de vida da
pessoa, considerando os cinco fatores individuais relacionados à
qualidade de vida.
BOUCHARD,C.; SHEPHARD,R.J.; STEPHENS,T.
Phisical activity, fitness and health. Champaign, Illionois: Human
kinetics, 1994.
NAHAS, M. V.; BARROS, V, G, M.;
FRANCALACCI, V. O pentáculo do bem estar: base conceitual
para avaliação do estilo de vida de indivíduos
ou grupos. Revista brasileira de atividade física e saúde.
Londrina -PR, v. 5, n. 2, p.48-59, 2000.
Elaborado
por: Miriam Carla Schilisting Bittencourt (Integradora de Esportes
da SDR-São Joaquim) |