O simpósio grego, o da ACAVITIS ... e mulheres

Por Ari Vieira Rodrigues Sobrinho
Ari.vieira@terra.com.br

A Antigüidade Grega, período de Sócrates, Platão, Aristóteles e outros grandes filósofos foi profícua nas artes, em especial música, letras e teatro; o vinho, da mesa ao teatro foi um sucesso ao introduzir a atividade cênica no mundo com os festivais de Dionísio; na música, os menestréis cantaram louvores à divina bebida; nas letras, Sócrates foi primoroso: o vinho abranda a alma, o espírito e as preocupações da mente.
Os apreciadores se encontravam em locais adequados às discussões literárias ou à conversa mundana, versos eram compostos e recitados, a gastronomia e o vinho sorvido eram os melhores; assim surgiu o simpósio.
A ACAVITIS – Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude, a exemplo de Sócrates, foi primorosa e inaugurou o simpósio moderno nas terras catarinense e brasileira, nos dias 8 e 9 do mês passado, já em sua segunda edição, para discutir assuntos dos mais relevantes para a vitivinicultura nas terras altas do Estado perante uma platéia significativa
A organização foi impecável sob o comando do competente e apaixonado Brito. Os palestrantes escolhidos a dedo: O Dr. Ciro
Campus, um dos grandes empresários e importador de vinho forneceu um profundo diagnóstico do mercado brasileiro; os doutores Raul Pedreira e Luiz Otávio discorreram sobre indicação geográfica e certificação; Jorge Tonietto, Celito Guerra e Jairo Monson, os dois primeiros técnicos da EMBRAPA e o último médico cardiologista, técnicos-cientistas em suas áreas, de competência internacional, perfeitos.
A prata da casa ficou por conta do doutorando Marcelo Borghesan, da UFSC e do engenheiro agronônomo Valdir Bonin, da EPAGRI joaquinense. Para mim foi o melhor porque os primeiros resultados científicos coletados nos vinhedos joaquinenses foram discutidos.
A Universidade do Porto enviou o professor Fernando Aguiar que expôs sobre a região do Douro, Portugal.
Dos palestrantes pôde-se notar algum comprometimento pessoal com empresas do setor, quando o assunto foi o Vale do São Francisco, tecnicamente uma região inadequada para a produção de vinhos finos. As respostas às perguntas não convenceram.
O simpósio, de grande repercussão, foi encerrado pelo governador do Estado, Sr. Luiz H. da Silveira. Antes, o Sr. João Paulo de Freitas, primeiro presidente da entidade, transferiu o comando da associação para o Sr. Maurício Grando, que terá grande responsabilidade para transformar as áreas altas do Planalto nas melhores produtoras de vinhos finos do Brasil. Os primeiros resultados são favoráveis. Entretanto, as barreiras climáticas são enormes e o trabalho será hercúleo, mas os esforços estão a demonstrar o caminho correto, a exemplo da feliz inciativa.
Outro assunto que desejo abordar é a mulher, a grande paixão do homem, desde a sua criação até hoje, algumas vezes, é bem verdade, como uma pedra no seu sapato. Exemplos: a Mônica do Renan e a Eva do Adão. Esta, há alguns milhões de anos ofereceu para o garotão uma maçã vermelhinha, vermelhinha, tão saborosa quanto às produzidas na terrinha; ele não resistiu tamanha beleza, doçura e nhac, deu uma mordida, duas e outras na saborosa fruta. Após uma noite tórrida de intenso amor, entre beijos e abraços sob lindo parreiral, acordaram para a dura realidade da vida porque foram acusados de levianos pela prática do mais sublime amor, olharam-se e se envergonharam da nudez e cobriram as partes pudendas com folhas da videira e depois foram expulsos do paraíso.
Até hoje não sabemos se as folhas eram da cabernet ou da merlot. A sociedade construiu tais barreiras e não Deus, que se preocupou com a construção do universo e não com as coisas mundanas típicas de falsos moralistas.


Mulheres de boa cepa